segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Ubirajara Praxedes

UBIRAJARA SILVA PRAXEDES nasceu no dia 08 de agosto de 1992, na cidade de Caraúbas/RN, filho dos agricultores Antônio Francisco Praxedes Almeida(Novo) e Antônia Geruza Nogueira da Silva(Dona Geruza). É neto paterno de Raimundo de Guilherme Praxedes e Maria Salete Gadelha, neto materno de Jorge Alexandre da Silva e Ana Gabriel Nogueira. 

Desde cedo conheceu os desafios do homem do campo, acostumado a trabalhar nunca teve medo de desafios. Neto de uma família tradicional que sempre ajudou o próximo, buscando sempre o trabalho como fonte de suas conquistas.

Fez o ensino fundamental na Escola Municipal Francisco de Paula Pessoa Filho, na comunidade de Cachoeira, zona rural de Caraúbas, escola essa que marcou todo o seu legado, onde iniciou sua trajetória de luta e superação.

Cursou o ensino médio na Escola Estadual Sebastião Gurgel, na cidade de Caraúbas/RN, instituição onde seus sonhos começaram a serem lapidados. Foi líder de classe por três anos consecutivos e secretário do Grêmio Estudantil da escola, e concluiu o ensino médio no ano de 2011. 

Em seguida, fez o vestibular, mas não conseguiu obter êxito. Entretanto, no ano de 2013, conseguiu aprovação pelo ENEM em três cursos: História, pela UFPB, Serviços Sociais, na UNP e Letras Espanhol pela Universidade Aberta do Brasil(EAD). 

Ubirajara acabou optando pelo curso de Letras Espanhol, com conclusão prevista para o ano de 2019. Além disso, faz o curso Técnico em Enfermagem pela Escola Raimunda Nonato, em Caicó/RN. 

No ano de 2016, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Caraúbas, pelo PSD - Partido Social Democrático. Não conseguiu se eleger, mas continua seguindo na luta árdua por uma Caraúbas melhor. 

É casado com a servidora pública Kecia Cristina Tôrres, com quem teve um filho: João Miguel. 

Atualmente, Ubirajara Praxedes é coordenador do Cadastro Único e Bolsa Família do município de Caraúbas, onde vem junto a equipe realizando um belíssimo trabalho, conquistando o carisma e afeto das famílias.

Traz consigo a vontade de vencer e de ajudar a população de Caraúbas para isso conta com o apoio de amigos e familiares que acreditam que sonhando juntos, o sonho  pode sim se tornar  realidade.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Caraúbas - Portal Fatos do RN

domingo, 23 de dezembro de 2018

As bravuras de Seu Quincas Saldanha - Ilton Gurgel


I
Um velho bem respeitado
Que viveu nesse lugar
Tem uma história séria
Agora vou relatar
Por isso que o leitor
Por favor queira escutar.

II
Caraúbas o lugar
Tinha um velho valente
Chamado Quinca Saldanha
Homem sério e potente
Que sem medo de ninguém
Era muito consciente.

III
Seu Quinca era valente
E tinha muito dinheiro
Possuía objetos
Era grande fazendeiro
Grande rebanho de gado
Animal, porco e carneiro.

IV
Esse nobre fazendeiro
Respeitado e valentão
Ficou muito conhecido
Por toda população
As bravuras recordadas
Pela nossa geração

V
Em certa ocasião
Por lá passa um sujeito
Deixou a cancela aberta
Achava está direito
Seu Quinca por sua vez
Mostrou que tinha respeito.

VI
Chamou logo o sujeito
E a ele ordenou
A passar o dia todo
No que nunca imaginou
Cancela fechar abrir
Assim ele obrigou.

VII
O homem então passou
O tempo todo assim
Debaixo de um sol quente
Achando muito ruim
Pois se ele não cumprisse
Podia ser o seu fim.

VIII
E o homem que assim
Ficou o resto do dia
Para ser observado
Estava lá um vigia
Se acaso ele parasse
De chibata apanharia.

IX
Quando foi um certo dia
Quinca mandou o recado
Ao valente Lampião
Cangaceiro afamado
Pra não vir em Caraúbas
Temeu ver o resultado.

X
Deu Quinca bem respeitado
Com arma e munição
Com cabra bom de gatilho
Todos de arma na mão
Esperava a chegada
Do famoso Lampião.

XI
Temendo a reação
E com medo de morrer
Graças a Quinca Saldanha
Caraúbas pôde ver
Lampião e o cangaço
Na estrada a correr.

XII
Muito mais para dizer
Pois o tempo é corrido
Sobre Seu Qunica Saldanha
Foi um velho conhecido
Morreu na Fazenda Alto
Com todo acontecido.

Ilton Gurgel  - poeta caraubense. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Zimar Fernandes


RAIMUNDO AMORIM FERNANDES, conhecido por "Zimar Fernandes", nasceu na Fazenda Equador, município de Caraúbas/RN, no dia 31 de agosto de 1940. De uma família de 9 irmãos, era filho de Aparício Carlos Fernandes e de Francisca das Chagas Gurgel de Amorim.

Cursou a escola primário na Escola Estadual Antônio Carlos, de Caraúbas, porém, desde muito jovem, com a morte de seu pai, ocorrida em 1958, passou na condição de chefe da família, a administrar a Fazenda Equador, por isso dedicou-se a agropecuária.

Casou-se eclesiasticamente com Maria Idezite Fernandes  no dia 29 de junho de 1963, tendo resultado como fruto desta união, cinco filhos, a saber: Jorge Ivan de Amorim Fernandes, Maria de Fátima Amorim Fernandes,  José Fernandes de Amorim, Raimundo Amorim Fernandes Junior e Rita de Cássia Amorim Fernandes.

No ano de 1976, já como filiado ao MDB(Movimento Democrático Brasileiro), juntamente com Ozael Fernandes Soares, na qualidade de candidato a vice-prefeito, disputou as eleições daquele ano, quando se sagraram vitoriosos na eleição de 15 de novembro de 1976.

Nas eleições de 1982, depois de juntamente com um grupo de correligionários organizar o PMDB(Partido do Movimento Democrático Brasileiro, ex-MDB) no município, candidatou-se ao cargo de Prefeito,  tendo como companheiro de chapa a vice-prefeito, o comerciante Antônio Linhares Filho. Foram eleitos no pleito que se realizou em 15 de novembro de 1982, com 34 votos de maioria. Zimar foi o primeiro prefeito eleito pelo PMDB em Caraúbas, que ficou conhecida como "terra de bacurau".

Zimar tomou posse em 31 de março de 1983 e cumpriu seu mandato até 31 de dezembro de 1988. Durante seu governo foram realizadas diversas obras, dentre as quais destacam-se: A ponte que liga o Centro ao Alto São Severino; construção do Hospital Regional, do Terminal Rodoviário e da Delegacia Civil de Polícia em parceria com o Governo do Estado; reconstrução do açougue público municipal e da praça Reinaldo Pimenta; construção do mercado público do Distrito de São Geraldo; construção do cemitério e mercado público na comunidade de Miranda; eletrificação rural nos sítios Miranda, Apanha-Peixe e Cachoeira; construção da Biblioteca Municipal Jonas Gurgel; construção de mais de 100 casas populares, doadas a população de baixa renda; construção de escolas rurais nos seguintes sítios: Sítio Galho do Angico, Baixa Fechada, Fortuna, Baixa Grande; eletrificação dos bairros: Dr. Sebastião Maltez Fernandes, Alto de São Severino e Leandro Bezerra. Implantou o ensino ginasial(da 5ª a 8ª série) nas comunidades de Cachoeira, Miranda, São Geraldo, Abderramant e Apanha Peixe. Foi um dos prefeitos que até hoje mais realizou calçamentos na cidade, calçando diversas ruas nos Bairros Sebastião Maltez, Leandro Bezerra e Centro.

Durante o período em que esteve a frente da Prefeitura, Zimar Fernandes realizou diversas outras obras que contribuíram para o desenvolvimento do município de Caraúbas. Ficou conhecido  pelos mais humildes como o "pai da pobreza", sendo um verdadeiro homem de palavra.

Nas eleições municipais de 1988, conseguiu fazer de Dr. Marinaldo de Holanda, seu sucessor no cargo. Nas eleições de 1992, ajudou na campanha de seu filho José Fernandes, que se elegeu vereador de Caraúbas.

Zimar Fernandes faleceu na cidade de Mossoró/RN, aos 52 anos de idade, no dia 25 de fevereiro de 1993.

Fonte: Dados enviados por Junior Amorim, filho do ex-prefeito Zimar Fernandes. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Caraúbas - Portal Fatos do RN

"Para Vice-Prefeito, Silvério Marinho"

Ano 1976. 

No pleito municipal de 15 de novembro de 1976, o sr. Silvério Marinho da Mota(fundador do Distrito de São Geraldo), foi candidato a vice-prefeito do município de Caraúbas, pela antiga ARENA(Aliança Renovadora Nacional) na chapa encabeçada por Guido Gurgel. Infelizmente a chapa "Guido/Silvério não foi eleita. 

Sem dúvida, se o comerciante Silvério Marinho tivesse sido eleito vice-prefeito de Caraúbas, teria dado uma enorme contribuição a cidade de Caraúbas, como também a sua terra natal, a vila de São Geraldo.  Mas mesmo sem ter sido vice-prefeito de Caraúbas, Mas, Silvério Marinho chegou inclusive a ser eleito vereador de Caraúbas, contribuindo e muito para a sua terra. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Caraúbas - Portal Fatos do RN. 

Um caraubense na Guerra de Canudos

Ao entardecer do dia 05 de outubro de 1897 ocorria o desfecho da famosa Guerra de Canudos. Cem anos da inglória luta, em que verdadeiros atos de barbárie foram praticados sob os auspícios da impunidade. O tempo sobre as cinzas, as cinzas sobre o tempo, demarcando a existência de cem anos de solidão. 

É indiscutível poder afirmar que foi a maior guerra em solo brasileiro, sobre o qual brasileiros matam brasileiros, em exacerbada insânia do patriotismo. Analisando-se minuciosamente todos os atos que fizeram história, verifica-se que os seus principais protagonistas eram pessoas dotadas de invulgar carisma. 

Num sertão desassistido pelo governo, entregue à própria sorte, só restava aos seus esquálidos e famintos habitantes o apego aos mistérios da fé. Eis que surgiu o carismático Antônio Conselheiro, trajando inconfundível vestimenta, representada por um camisolão azul, sem presilha na cintura. nas mãos levava um cajado, como os profetas, os santos, os guiadores de gente, os escolhidos, os que sabem o caminho do céu. 

Dentre as 15.000 pessoas que morreram em combate, destaca-se um caraubense, de tradicional linhagem, o alferes João Mafaldo de Oliveira Praxedes. Terceiro filho do segundo consórcio do Cel. Vicente Praxedes Benevides Pimenta, nasceu em 26.01.1864, na residência de seus pais, em Martins –RN. 

Verificou praça em Natal, no 34º Batalhão de Infantaria, no posto de Cadete, em virtude da alta patente que seu pai exercia na Guarda Nacional durante o regime monárquico, onde serviu durante anos em completa paz naquela guarnição, sendo estimado por seus superiores e admirado por seus subalternos, dada sua correção, nobreza, sinceridade de caráter e bondade de coração. 

Eclodindo a revolução no Rio Grande do Sul, foi transferido para o 27º Batalhão de Infantaria, que servia naquele Estado, e, como tal, teve de seguir para incorporar-se às forças que ali se achavam em operações de guerra. Pela performance com que se conduziu nessa campanha, e pela honradez com que se portou no ofício de militar, foi elevado por atos de bravura para o posto de Alferes, tendo por tal forma captado a confiança e a estima dos seus superiores hierárquicos. 

Por tais atributos, mesmo depois da pacificação, continuou naquela guarnição, não tendo que voltar a incorporar-se ao seu batalhão – o 3º de Infantaria em Natal. 

Quando, mais tarde, rebentou a Guerra de Canudos, João Mafaldo já pertencia à guarnição do 30º Batalhão de Infantaria, o que o fez bater-se, mais uma vez, pela pátria e pela República, em defesa dos quais faleceu no memorável  combate do dia 18 de julho de 1897. Fazia parte da quarta e última expedição ao arraial de Canudos, comandada pelo general Artur Oscar de Andrade Guimarães. 

No dia em que morreu João Mafaldo, o jornal “O País”, do Rio de Janeiro – um dos principais da então capital federal –, publicou, numa referência a Antônio Conselheiro, em que se lia: 
“O Monstro, ao longe, nas profundezas do sertão misterioso, escancara as guelras, insaciáveis, pedindo mais gente, mais pasto de corações republicanos, um farnel mais opulento de heróis...”

João Mafaldo compunha a força avassaladora de 5.000 homens, reunidos para vencer os sertanejos de Canudos. Depois de um mês de combate, dos 5.000 soldados, 900 estavam fora da luta, mortos ou feridos. Por conta própria, e ao risco de cair nas numerosas armadilhas dos sertanejos – como de fato muitos caíram, os soldados organizavam grupos para caçar bodes ou o que houvesse para comer. 

Há duas faces da história de Canudos: de um lado a paixão patriótica dominada pela insânia, em que soldados praticavam a degola, levando homens de braços atados para trás, como criminosos..., indefesos, para a seguir levantar-lhes pelo nariz a cabeça, como se fora a de uma ave, e cortar-lhes o pescoço, deixando cair a cabeça sobre o solo, como se fora um ato nobilitante. Por outro lado, o irredentismo dos “fanáticos” sertanejos, beatos feito jagunços, travados na defesa do quase indevassável reduto da fé, amalgada pelo perturbador da história do Brasil. 

Diante da realidade do Brasil – de Canudos, de cem anos atrás e do Brasil de hoje, resta-nos uma certeza: a de que continua a existir dois Brasis – o dos pobres(nordeste brasileiro) e o dos ricos (estados do norte e sul) pelo menos até provar o contrário. 

Por Marcos Pinto – historiador e advogado

domingo, 21 de outubro de 2018

A origem do Sítio Sabe-Muito

*Por Geraldo Fernandes - Historiador/Pesquisador 


Diz os pesquisadores, que Caraúbas ainda não existia, mais a fazenda sabe - muito já se encontrava em franca prosperidade. As suas origens datam dos fins do século XVII, quando vieram para o Brasil, os três portugueses, Fernandes Pimenta - Oriundos da vila de Faral, província do douro. E que foram a nascente da grande família e com este sobre nome se espalha pelo nordeste.

O MOTIVO DO NOME SABE-MUITO

Refere-se as narrativas dos antigos moradores da região, que Antonio Pinto Coutinho, comissionario Português, residente em Pernambuco, foi o concessionário da data de terra ‘’ Olho d’Água do milho”, onde fica encravado a fazenda Sabe - Muito. Coutinho tinha em sua fazenda um agregado , que os pesquisadores,acham ser um índio domesticado da tribo dos ‘’Payacus’’, residente nas imediações, com a sua taba, no lugar apanha-peixe, à seis quilômetros de distancia de sua fazenda, em visitas ás suas terras, Coutinho chegou ao ‘’ Olho d’Água do milho”, onde descansava, de onde dista uns cinco quilômetros para o Sabe - Muito, que até então despovoado e não tinha nome, de repente chega um caboclo a procura de seu patrão para contar as novidades, que tinha descoberto um ‘’ Olho d’Água” ao pé de um serrote no meio daquela mata virgem, Coutinho já dono do ‘’ Olho d’Água do milho” achou a noticia muito boa mais não quis da crédito a informação de seu criado, daí o seu criado convidou Coutinho para ir em sua companhia e ver a fonte ¬– convite aceito por Coutinho, depois de andar muito tempo dentro do matagal, Coutinho meio desconfiado perguntou “ você sabe mesmo onde fica esse Olho d’Água?’’. O caboclo olhou para o seu patrão e respondeu eu sabe - muito. Coutinho como português conhecia um pouco da sua linguagem e achou graça daquela frase e daquele dia em diante deu ao lugar o nome sabe - muito.

OS PRIMEIROS POVOADORES

A revista do instituto histórico e geográfico do Rio Grande do norte, correspondente dos anos de 1930-1931 nas paginas 115-116, conta que três portugueses imigraram de Faral, um deles era Antonio Fernandes Pimenta que se situou no lugar ‘’Riacho do pimenta’’ em homenagem ao seu nome, em território do atual município de Campo Grande, um dos filho de Antonio era José Fernandes pimenta. Antonio Pinto faleceu e sua filha Maria de Souza Coutinho herdou as ditas terras que compreendia o sitio sabe - muito no ano de 1775. José Fernandes pimenta comprou essas terras e nelas se fixou com a sua família, José era casado com Josefa Maria da Conceição, teve 14 filhos e daí partiram o povoamento da região de sabe - muito. Em virtude da tremenda seca de 1791 á 1793, José Fernandes Pimenta retirou-se com a sua esposa para o município de Ares na Paraíba, e lá ambos faleceram, com a morte de José ficou no sabe - muito o seu filho capitão Antonio Fernandes pimenta, este casou-se com Francisca romana do sacramento, filha do velho patriarca Manoel Carneiro de Freitas.

A ESCRAVATURA NO SABE-MUITO

Antes da lei áurea de 13 de maio de 1888 que extinguiu a escravidão no Brasil, Caraúbas já havia concedido a libertação de seus elementos servil no dia 30 de março de 1887, sendo o 3 município do estado que deu esta prova de humanidade e civilização. Mais antes de Caraúbas aboli a escravidão em seu território, na fazenda sabe - muito os negros já gozava de liberdade que não precisou ser alterada pela nova ordem do poder publico.

Fontes pesquisadas: Caraúbas Centenaria e Instituto Geográfico do Rio Grande do Norte.
Matéria publicada no Blog Rede News 360


Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Caraúbas - Portal Fatos do RN

Benedito Veras Saldanha

BENEDITO VERAS SALDANHA (Beni Saldanha) do livro RUAS E PATRONOS DE MOSSORÓ - VOLUME O1 - Pág. 93.  

RUA BENI SALDANHA: "Homenagem a BENEDITO VERAS SALDANHA, fazendeiro nos municípios de Augusto Severo (atual Campo Grande) e Caraúbas. Era filho do Coronel Quincas Saldanha (Joaquim da Silva Saldanha, que também se assinava como Joaquim Dantas Saldanha) e Joaquina Saldanha Veras (Dona Sinhá). Também foi comerciante em Caraúbas e Mossoró, por alguns tempos. Nasceu em Brejo do Cruz-PB. a 05 de Outubro de 1898 e faleceu em Mossoró no dia 17 de Dezembro de 1961, assim registrado pela imprensa: "Com a idade de 63 anos, faleceu à tarde do dia 17, em sua residência, nesta cidade, o Sr. BENEDITO VERA SALDANHA, grande fazendeiro e criador, com propriedades em Caraúbas e Augusto Severo. (...) Era casado com a Sra. Helena Veras Saldanha, que lhe sobrevive, tendo deixado os seguintes filhos: Newton,Antonio,Sebastião Joaquim, Maria do Socorro,Maria Auxiliadora e Francisca. 

(Pág. 93 do livro citado).

Enviado por Marcos Pinto. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Caraúbas-Portal Fatos do RN

domingo, 15 de julho de 2018

FATOS DE CARAÚBAS

Seja bem vindos ao blog "Fatos de Caraúbas", espaço destinado ao resgate da história e memória do povo caraubense Esperamos contar com a sua colaboração.
Abraço a todos.

Att,
Francisco Verissimo de Sousa Neto, criador-administrador do Fatos de Caraúbas, integrado ao Portal Fatos do RN.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Silvério Marinho

SILVÉRIO MARINHO DA MOTA, filho de Manoel Marinho da Mota e Antonia Rufina da Mota, nasceu em 20 de junho de 1905, na várzea do município de Apodi/RN. O caçula entre outros irmãos, estudou até o 3º ano primário com a professora Herculana Morais, que ensinava como professora particular a um grupo pequeno de alunos.

Saiu da casa dos seus pais, na Várzea do Apodi, no ano de 1933, mudando-se para o Sítio Cumbe, no município de Caraúbas/RN. Nunca quebrou o elo com seus familiares e amigos. No ano de 1934 construiu a primeira casa de tijolo(essa casa existe até hoje e localiza-se no centro da comunidade) e um grande armazém comercial, dando assim inicio a fundação do Distrito de São Geraldo.  Quando se tornou proprietário do Sítio Cumbe, hoje São Geraldo, umas das primeiras providências que fez foi dar emprego para vários dos seus conterrâneos, começando pelo seu vaqueiro Bento Horácio e também outros,  que trabalharam na agricultura e corte de palha de carnaúba, etc. 

Em 1935 casou-se com Guiomar Marinho da Mota. Desse consórcio teve os seguintes filhos: Adete Guiomar da Mota, Alarmar Guiomar da Mota, José de Ribamar Marinho da Mota, Maria da Salete Marinho da Mota e Silvério Marinho da Mota Júnior. 

Silvério era de religião Católica Apostólica Romana, e foi batizado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São João Batista,  na cidade do Apodi. Participou de todas as festas da padroeira, no dia 08 de dezembro, desde a época de criança até o ano de 1982, pela última vez fez a sua homenagem a sua protetora Virgem da Conceição.

Em 1936, Silvério Marinho  tornou-se proprietário da maior parte da terra do Sítio Cumbe, que tinha essa denominação em virtude de estar localizado â margem esquerda do riacho Cumbe, no município de Caraúbas/RN. Tendo o sítio permanecido com este nome, até o ano de 1942, quando Silvério pagou uma promessa em agradecimento por sua saúde, construindo uma Capela no ano de 1940 com recursos próprios e ajuda dos amigos: Adelino Sena, Raimundo Sena, José Sena, Raimundo Sena Sobrinho, Francisco Lopes, Joel Gurgel, Adauto Morais, Herculana Morais, Clementino Farias que se tornou em 1940, proprietário do restante do sítio doando o terreno para a construção da capela e muitos outros que colaboraram. Na época o prefeito de Caraúbas, Sr. João Gurgel Guerra, conhecido pela alcunha de Joca Guerra, e sua esposa Dona Nazaré, eram amigos do casal Marinho Mota e por esse motivo os presentou com a imagem de São Geraldo para ser o padroeiro da capela, mas como havia feito a promessa para Nossa Senhora da Saúde, Silvério combinou com o seu compadre e amigo Clementino Farias mudar o nome de sítio Cumbe para São Geraldo em homenagem ao prefeito pelo presente recebido e a capela seria chamada de Nossa Senhora da Saúde.  Quando construiu a capela, quem tocava banda de música nas festas de 15 de agosto era a banda de música da cidade do Apodi e as cantoras da Igreja Nossa da Conceição que eram: Senhora Adolfina, Isa Mota entre outras.

No ano de 1948, elegeu-se vereador  na cidade de Caraúbas, representando o Distrito de São Geraldo, no período de 1948 até 1951. 

Silvério Marinho da Mota é considerado um dos principais fundadores do Sítio São Geraldo, contribuindo para que sua localidade um dia torna-se "Distrito" do município de Caraúbas/RN. O que de fato aconteceu no ano de 1963, através da lei nº  3003, de 19 de dezembro de 1963, sancionada pelo  Governador do RN,  Aluizio Alves,  a então Vila de São Geraldo, passou a categoria de "Distrito" de São Geraldo. 

No ano de 1976, foi candidato a vice-prefeito de Caraúbas, na chapa encabeçada por Guido Gurgel, mas  infelizmente não foram eleitos. 

Silvério Marinho da Mota, faleceu no Distrito de São Geraldo, município de Caraúbas/RN no dia 01 de janeiro de 1983. É patrono da Quadra de Esportes de São Geraldo. Seu nome é um dos principais  nomes cotados para o "futuro município de São Geraldo", com o nome de "Silvério Marinho",  a ser desmembrado de Caraúbas/RN.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Caraúbas - Portal Fatos do RN

domingo, 30 de abril de 2017

Subsídio histórico sobre o Apanha Peixe

POR GERALDO FERNANDES

Lagoa do Apanha-Peixe, município de Caraúbas/RN. Foto: Edivaldo Barbosa

Na lagoa do Apanha-Peixe, no inicio do século 18, residia Manoel Nogueira, ele era um rico fazendeiro, que tinha obtido junto com seus familiares sete datas de terra, tendo cada uma delas, três léguas de cumprido por uma de largura, isto na Ribeira do Apodi. 

Manoel Nogueira foi o primeiro povoador do Apanha Peixe, pois lá mesmo ele fundou uma grande fazenda de gado como também de escravos, levantou ao leste da lagoa um forte para defender-se dos sucessivos ataques dos índios, este forte passou a ter o nome de "Tapera Velha". 

O maior conflito entre os Nogueiras e os índios no Apanha Peixe, foi logo após a colonização do Apodi, datada de 9 de agosto de 1688, foi nesse dia que Matias Nogueira, João Nogueira e Baltazar Nogueira, fundadores do Apodi, juntamente com seus escravos travaram uma luta contra os Índios Tapuias Paiacus.  Nessa luta os índios deixaram morto no campo de batalha, às margens da lLgoa do Apanha-Peixe, Baltazar Nogueira. 

Fonte: Nota sobre a Ribeira do Apodi, de Nonato Mota. 

A DIVISÃO DO APANHA PEIXE

Acontece que a 9 de maio de 1740 começa a demarcação da data de Sesmaria do Apanha -Peixe, tal data foi requerida por Margarita de Freitas e Antônia de Freitas, no lugar denominado de "Tapera Velha" ao leste da Lagoa Apanha-Peixe para o lado do Pacó. Em 29 de julho de 1751, o Apanha-Peixe foi dividido em duas partes, pois o capitão Manoel Carvalho de Azevedo comprou estas ditas terras que passou se chamar  de "Apanha Peixe de Fora", ou seja, o Apanha Peixe de fora, é hoje o atual "Apanha Peixe dos Crentes", já o antigo Apanha Peixe continuou nos domínio dos Nogueiras. 

Fonte: Livro Termo Mineral - Olho D'água do Milho de Cristiano Gurgel pg. 43.

O AÇUDE DO APANHA PEIXE

O açude do Apanha-Peixe fica encravado no Sítio de mesmo nome, o açude teve sua primeira parede iniciada pelo governo imperial no ano de 1889, com os recursos enviados para os flagelados da seca, depois foi ampliado com auxílio do Governo do Estado, e quase construído no ano de 1941, neste mesmo ano o açude tinha uma capacidade de 10 milhões de metro cubicos. 

Fonte: Caraúbas Centenária. 

ORIGEM DO NOME

O nome de Apanha-Peixe, segundo a tradição oral, vem do fato que quando o vento soprava fazia ondas nas águas, e jogava os peixes fora, naquela época não existiam redes para pegar os peixes, e quando eles ficavam fora da água o povo gritava "Apanha-Peixe!", e tão grande era a pescaria que se realizavam a mão sem auxílio de qualquer outra armadilha, que veio para a lagoa, o sugestivo nome de "Apanha-Peixe".

Outro fato que marcou a comunidade foi no dia 12 de junho de 1927, foi nesta data que o temido Lampião e seu bando de passagem para Mossoró, fizeram rápida parada naquela lagoa aonde banharam os seus animais, encheram suas moringas d’águas e em seguida fizeram José Paulino Bezerra, mais conhecido como "O Velho Pequeno" como refém. Segundo os mais velhos, apesar da pisa que "Pequeno" sofreu, ele não entregou nenhum vintém de suas economias aos bandidos. 

Fonte:  Na Trilha do Passado de Sergio Augusto de Sousa

*Geraldo Fernandes é escritor e membro da Academia Apodiense de Letras(AAPOL). 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Algumas datas referentes a história de Silvério Marinho da Mota


Ano de 1933 

Silvério Marinho da Mota residente na Várzea do Apodii/RN abre uma bodega na casa de Chiquinha da Costa, como era conhecida na região e respeitada por todos. Com o aval da viúva que se tornou a segunda mãe de Silvério, este foi a cidade do Apodi/RN se apresentar ao coronel Lucas Pinto para tomar quinhentos mil réis emprestado para a bodega surtir. O Coronel não  só emprestou, mas o levou à cidade de Mossoró apresentando aos irmãos Ezequiel e Pedro Fernandes, a grande firma comercial. Daí surgiu todo o sucesso. Com o passar de alguns anos, Silvério Marinho da Mota pagou ao seu benfeitor setenta e cinco contos de réis.

Ano de 1934

Silvério Marinho da Mota pede a viúva Chiquinha da Costa para construir ao lado da casa dela uma casa de morada e um armazém de alvenaria.

Ano de 1935

Silvério Marinho da Mota casa-se com a cearense Guiomar Carvalho Cunha que com o seu carisma conquistou uma grande freguesia,  transformando a bodega  em uma grande casa comercial. 

Fonte: Adete Mota, filha de Silvério Marinho. 

domingo, 9 de abril de 2017

Igreja Matriz de São Sebastião

Igreja Matriz de São Sebastião, em Caraúbas/RN. 

Em 1791, uma grande seca assolou o sertão ameaçando exterminar o gado da região. Leandro da Cunha, devoto de São Sebastião, prometeu construir uma capela para o santo se surgisse água franca para a manutenção de sua fazenda. Cavando então um poço perto do riacho a água jorrou em abundância e nunca mais secou.

A partir desse momento, o poço passou a ser chamado de Poço de São Sebastião, que existe até hoje em frente à matriz da cidade. Construída a capela, as romarias e as festas religiosas realizadas atraíam para o local grande número de fiéis, que vinham até mesmo dos mais distantes sertões.

A devoção por São Sebastião continua até hoje, quando os caraubenses comemoram os 150 anos de evangelização em louvor ao santo padroeiro. De 10 a 20 de janeiro, Caraúbas vive seu momento maior de fé e tradição de um dos maiores eventos sócio-religioso do interior do Estado do Rio Grande do Norte. No último dia dos festejos, uma grande procissão segue o andor com o santo percorrendo as principais ruas da cidade e encerrando na Igreja Matriz. Antes da criação da Freguesia Eclesiástica de Caraúbas, esta pertencia à Freguesia (Paróquia) de Apodi.

sábado, 1 de abril de 2017

Casa Grande da "Fazenda Sabe Muito"

Casarão senhorial construído com recursos próprios do Sr. Capitão ALEXANDRE MAGNO DE OLIVEIRA PINTO, natural de Apodi (sítio Ponta),bisavô do ex-governador Monsenhor Walfredo Gurgel e de Eudóxio Magno de Oliveira Pinto (Pai das Professoras Coeli Magno e Socorro Magno, casada com o Sr. Zé Bolacha (José Ferreira da Costa).

A enorme casa, vista da beira da estrada entre os municípios de Apodi e Caraúbas, sobressai em meio à paisagem seca da caatinga no Médio Oeste. A casa grande da propriedade, encravada em um outeiro, foi construída em 1868. Até hoje, não se tem notícias sobre o reconhecimento histórico-arquitetônico, através de processo de tombamento em nível estadual, para averiguar a importância da construção.

A fazenda “Sabe Muito” é o coração da cidade de Caraúbas, a qual foi erguida no final do século XVII, quando vieram para o Brasil alguns portugueses, oriundos da Vila de Faral, província do Douro. Segundo Epitácio Fernandes Pimenta, um índio Payacu, amigo do português Antônio Coutinho, havia encontrado um olho d’água nas imediações da fazenda.
“Antônio Coutinho perguntou se o índio sabia mesmo onde se achava água, o mesmo respondeu: ‘Eu sabe muito’. Coutinho, como todo bom português, conhecia um pouco de sua língua, achou interessante a maneira do Paiacu falar e daquele dia em diante deu o nome dessas terras de Fazenda Sabe Muito”, escreveu Epitácio Pimenta no livro Caraúbas Centenária,

A casa é rústica, mas impressiona pela grandeza que foi construída. É a maior casa do município e parece uma fortaleza, com suas possantes paredes de quatro enormes tijolos que sustentam uma cumeeira com altura de 50 palmos de altura, além de 27 portas e 41 janelas abrigando 20 cômodos. Atualmente, a casa grande da Fazenda Sabe Muito está abandonada, servindo de refúgio para morcegos, ratos e outros animais silvestres.
Atualmente, o Sabe Muito pertence a Jonas Armagílio de Oliveira e Joana Eulália de Oliveira que comprou a propriedade e se estabeleceram na região no ano da graça de 1960. Muito cortês, os descendentes moram ao lado e podem mostrar a casa para o visitante. Nos fundos da casa grande, há uma casa de farinha com os equipamentos velhos e sem uso, mas ainda existe a prensa, o forno e uma grande moenda.

No ermo dos alpendres solitários da fazenda, uma lenda se espalha feito vento ligeiro, contando que existe uma botija de ouro sob os tijolos da imensa sala da casa. A moradora Edileuza de Oliveira Silva afirmou ter escutado a história de um antigo morador da região, mas nunca se interessou em escavar a área.
Edileuza confirma que vem gente "de todo canto" para visitar a casa. Os nomes de inúmeros visitantes incultos estão inscritos com giz nas paredes dos cômodos da fazenda, demonstrando pouca importância pela preservação do lugar.
Casa de Farinha

Casa de Farinha secular, num dos cômodos do Sabe Muito.

A casa de farinha guarda traços dos hábitos dos antigos coronéis sertanejos quando castigava escravos preguiçosos. Grandes armadores, colocados no alto das paredes, são sinais de que o lugar teria sido cenário de torturas físicas, quando as escravas eram colocadas de cabeça para baixo para receber chicotadas. “Elas deveriam ficar nuas para ter o castigo”, ressaltou Edileuza.

Longe das lendas e com toda sua história impregnada nas suas grossas paredes, a Fazenda Sabe Muito permanece relegada ao abandono, disposta a ação dos vândalos e do tempo. A solução é esperar que o órgão responsável pelo patrimônio histórico e arquitetônico do Rio Grande do Norte, a Fundação José Augusto, faça um levantamento para o processo de tombamento do Sabe Muito.

Fontes: Marcos Pinto, historiador e advogado apodiense. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Curiosidades do Sítio São Geraldo

Distrito de São Geraldo, em Caraúbas/RN

Você sabia que:

Silvério Marinho da Mota chegou no Sítio Cumbe ( hoje Distrito de São Geraldo ), em janeiro de 1933 e no ano de 1934 realizou as seguintes construções de alvenaria: Casa de morada ( hoje Vila Guiomar), o armazém (2ª) e no ano de 38 a casa de morada de Chiquinha da Costa (hoje a casa de Lourdes de Chico Farias). Em 1936 tornou-se proprietário de 105 braças de terra.

Clementino Farias passou a residir no Sítio Cumbe no ano de 1940, se tornando proprietário de 75 braças de terra, herança dos familiares de Chiquinha da Costa.

Fonte: Informações de Jacira Sales, Seu Dodé, Seu Lulila .

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Silvério Marinho e Guiomar Mota


Guiomar Cunha da Mota e Silvério Marinho da Mota, casal que muito contribuiu para  a fundação, crescimento e desenvolvimento do "Sítio Cumbe", atual Distrito de São Geraldo, no município de Caraúbas/RN. Desde ilustre casal, nasceram os seguintes filhos: Adete Guiomar da Mota, Alarmar Guiomar da Mota, José de Ribamar Marinho da Mota, Maria da Salete Marinho da Mota e Silvério Marinho da Mota Júnior.

Para ler a biografia completa de Silvério Marinho da Mota, clique aqui

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