domingo, 9 de abril de 2017

Igreja Matriz de São Sebastião

Igreja Matriz de São Sebastião, em Caraúbas/RN. 

Em 1791, uma grande seca assolou o sertão ameaçando exterminar o gado da região. Leandro da Cunha, devoto de São Sebastião, prometeu construir uma capela para o santo se surgisse água franca para a manutenção de sua fazenda. Cavando então um poço perto do riacho a água jorrou em abundância e nunca mais secou.

A partir desse momento, o poço passou a ser chamado de Poço de São Sebastião, que existe até hoje em frente à matriz da cidade. Construída a capela, as romarias e as festas religiosas realizadas atraíam para o local grande número de fiéis, que vinham até mesmo dos mais distantes sertões.

A devoção por São Sebastião continua até hoje, quando os caraubenses comemoram os 150 anos de evangelização em louvor ao santo padroeiro. De 10 a 20 de janeiro, Caraúbas vive seu momento maior de fé e tradição de um dos maiores eventos sócio-religioso do interior do Estado do Rio Grande do Norte. No último dia dos festejos, uma grande procissão segue o andor com o santo percorrendo as principais ruas da cidade e encerrando na Igreja Matriz. Antes da criação da Freguesia Eclesiástica de Caraúbas, esta pertencia à Freguesia (Paróquia) de Apodi.

sábado, 1 de abril de 2017

Casa Grande da "Fazenda Sabe Muito"

Casarão senhorial construído com recursos próprios do Sr. Capitão ALEXANDRE MAGNO DE OLIVEIRA PINTO, natural de Apodi (sítio Ponta),bisavô do ex-governador Monsenhor Walfredo Gurgel e de Eudóxio Magno de Oliveira Pinto (Pai das Professoras Coeli Magno e Socorro Magno, casada com o Sr. Zé Bolacha (José Ferreira da Costa).

A enorme casa, vista da beira da estrada entre os municípios de Apodi e Caraúbas, sobressai em meio à paisagem seca da caatinga no Médio Oeste. A casa grande da propriedade, encravada em um outeiro, foi construída em 1868. Até hoje, não se tem notícias sobre o reconhecimento histórico-arquitetônico, através de processo de tombamento em nível estadual, para averiguar a importância da construção.

A fazenda “Sabe Muito” é o coração da cidade de Caraúbas, a qual foi erguida no final do século XVII, quando vieram para o Brasil alguns portugueses, oriundos da Vila de Faral, província do Douro. Segundo Epitácio Fernandes Pimenta, um índio Payacu, amigo do português Antônio Coutinho, havia encontrado um olho d’água nas imediações da fazenda.
“Antônio Coutinho perguntou se o índio sabia mesmo onde se achava água, o mesmo respondeu: ‘Eu sabe muito’. Coutinho, como todo bom português, conhecia um pouco de sua língua, achou interessante a maneira do Paiacu falar e daquele dia em diante deu o nome dessas terras de Fazenda Sabe Muito”, escreveu Epitácio Pimenta no livro Caraúbas Centenária,

A casa é rústica, mas impressiona pela grandeza que foi construída. É a maior casa do município e parece uma fortaleza, com suas possantes paredes de quatro enormes tijolos que sustentam uma cumeeira com altura de 50 palmos de altura, além de 27 portas e 41 janelas abrigando 20 cômodos. Atualmente, a casa grande da Fazenda Sabe Muito está abandonada, servindo de refúgio para morcegos, ratos e outros animais silvestres.
Atualmente, o Sabe Muito pertence a Jonas Armagílio de Oliveira e Joana Eulália de Oliveira que comprou a propriedade e se estabeleceram na região no ano da graça de 1960. Muito cortês, os descendentes moram ao lado e podem mostrar a casa para o visitante. Nos fundos da casa grande, há uma casa de farinha com os equipamentos velhos e sem uso, mas ainda existe a prensa, o forno e uma grande moenda.

No ermo dos alpendres solitários da fazenda, uma lenda se espalha feito vento ligeiro, contando que existe uma botija de ouro sob os tijolos da imensa sala da casa. A moradora Edileuza de Oliveira Silva afirmou ter escutado a história de um antigo morador da região, mas nunca se interessou em escavar a área.
Edileuza confirma que vem gente "de todo canto" para visitar a casa. Os nomes de inúmeros visitantes incultos estão inscritos com giz nas paredes dos cômodos da fazenda, demonstrando pouca importância pela preservação do lugar.
Casa de Farinha

Casa de Farinha secular, num dos cômodos do Sabe Muito.

A casa de farinha guarda traços dos hábitos dos antigos coronéis sertanejos quando castigava escravos preguiçosos. Grandes armadores, colocados no alto das paredes, são sinais de que o lugar teria sido cenário de torturas físicas, quando as escravas eram colocadas de cabeça para baixo para receber chicotadas. “Elas deveriam ficar nuas para ter o castigo”, ressaltou Edileuza.

Longe das lendas e com toda sua história impregnada nas suas grossas paredes, a Fazenda Sabe Muito permanece relegada ao abandono, disposta a ação dos vândalos e do tempo. A solução é esperar que o órgão responsável pelo patrimônio histórico e arquitetônico do Rio Grande do Norte, a Fundação José Augusto, faça um levantamento para o processo de tombamento do Sabe Muito.

Fontes: Marcos Pinto, historiador e advogado apodiense. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Curiosidades do Sítio São Geraldo

Distrito de São Geraldo, em Caraúbas/RN

Você sabia que:

Silvério Marinho da Mota chegou no Sítio Cumbe ( hoje Distrito de São Geraldo ), em janeiro de 1933 e no ano de 1934 realizou as seguintes construções de alvenaria: Casa de morada ( hoje Vila Guiomar), o armazém (2ª) e no ano de 38 a casa de morada de Chiquinha da Costa (hoje a casa de Lourdes de Chico Farias). Em 1936 tornou-se proprietário de 105 braças de terra.

Clementino Farias passou a residir no Sítio Cumbe no ano de 1940, se tornando proprietário de 75 braças de terra, herança dos familiares de Chiquinha da Costa.

Fonte: Informações de Jacira Sales, Seu Dodé, Seu Lulila .

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Silvério Marinho e Guiomar Mota


Guiomar Cunha da Mota e Silvério Marinho da Mota, casal que muito contribuiu para  a fundação, crescimento e desenvolvimento do "Sítio Cumbe", atual Distrito de São Geraldo, no município de Caraúbas/RN. Desde ilustre casal, nasceram os seguintes filhos: Adete Guiomar da Mota, Alarmar Guiomar da Mota, José de Ribamar Marinho da Mota, Maria da Salete Marinho da Mota e Silvério Marinho da Mota Júnior.

Para ler a biografia completa de Silvério Marinho da Mota, clique aqui

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Casarão do Coronel Quincas Saldanha

Crédito: Antonio Martins 

Famosa casa de Quincas Saldanha, hoje conhecida como casa do Alto.

O finado Manoel



O lendário Valdetário Carneiro também teve seu dia mais descontraído quando acabou contribuindo para os Causos de Caraúbas.

Ia ele na sua pick up possante na zona rural de Apodi, quando já próximo da cidade, um senhor, meio alquebrado pelos anos, acenou pedindo carona. Valdetário prontamente atendeu o pedido, abriu a porta e facilitou a entrada do passageiro. Já aboletado e no conforto do ar condicionado o senhor começou a puxar conversa:

“ O senhor vai pro Apodí?” “Vou sim”, respondeu Valdetário. “Vou tratar de negócios no Banco”. Aí o carona por gratidão resolveu dar uma de conselheiro: “ O senhor tenha cuidado. Se vai tirar dinheiro no Banco e andando nesse carrão, aqui por essas bandas, há muita gente perigosa por aí. Tem um tal de Valdetário Carneiro de muita fama na região que pode ser um grande risco, principalmente pra quem é de fora.”

Valdetário riu da situação e até agradeceu: “Obrigado, eu vou ficar atento”. Em seguida devolveu a pergunta: “E o senhor não tem medo de estar sozinho nessa beira de estrada? E se de repente lhe aparece o tal do Valdetário Carneiro?” . “Ele que venha” completou o carona com aquela valentia de quem se sente em confortável distância do perigo. E ainda acrescentou “ Um homem nasceu pra outro”.

Chegados ao destino, o carona já ia descendo quando resolveu fazer mais uma pergunta em meio aos agradecimentos: “Obrigado por tudo senhor. Vá com Deus. Mas como é mesmo o seu nome?” Com toda naturalidade Valdetário respondeu: “Eu sou Valdetário Carneiro. E o senhor , como se chama?”

Branco como um capucho de algodão, suando por todos os poros, com as pernas trêmulas e a voz embargada, o carona mal conseguiu balbuciar: “Eu sou o finado Manoel”.

sábado, 19 de novembro de 2016

Solenidade na Sociedade Educadora Caraubense-SEC

Clique na imagem para ampliar

Personagens em cena: Da esquerda para a direita - Vereador Lauro Pamplona, Walter Câmara, Prefeito Nicó Fernandes, Filemon Câmara, Alberto Câmara, Celso Costa, Fernando da Ancar(hoje Emater) e o Professor Tarcísio Fernandes. Foto por volta de 1965/1966. 

Fonte: Jose Eudo Câmara 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Quitéria Gurgel do Amaral



QUITÉRIA GURGEL DO AMARAL - { 1822 - 1897 } Aracati/CE - Caraúbas/RN. Filha de José Gurgel do Amaral c.c Quitéria Ferreira de Barros.

Dona Quitéria, como era conhecida, foi fiel ativa da Igreja Católica em Caraúbas. Foi ela quem promoveu a criação da Paróquia de São Sebastião, além de promover a transformação da capela em Igreja matriz. Genitora de uma grande descendência Gurgel em todo RN.

Fonte:  CLENILDO MAIA  - Pesquisador/Historiador. 

sábado, 6 de agosto de 2016

Sebastião Maltez


Dr. Sebastião Maltez Fernandes, natural do Sítio Guanaraba, município de Caraúbas/RN, filho de Leonel Fernandes Carneiro e de Maria José Fernandes de Oliveira.

Era casado com Maria de Lourdes Gurgel(filha do Capitão Tibúrcio Gurgel e Maria Joana Gurgel)

Foi Deputado do RN durantes três mandatos, um dos poucos caraubenses(provavelmente o único) que foi Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte(ALRN). Foi Presidente da ALRN nos anos de 1953, 1954 e 1955

Faleceu em 12 de março de 1978, aos 73 anos de idade. 


Dados colhidos no livro PRESIDENTES DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO RN, IMPÉRIO E REPÚBLICA. De autoria do escritor Raimundo Alves de Souza.

sábado, 21 de maio de 2016

Bairros de Caraúbas

Este espaço é destinado aos Bairros que ficam situados na cidade de Caraúbas.
Em breve iremos elaborar a história destes bairros e publicar aqui

Alto Liberdade

Alto São Severino

Alto Boa Vista

Centro

Leandro Bezerra

Renascer

Sebastião Maltez

domingo, 24 de janeiro de 2016

Algumas curiosidades sobre o Distrito de São Geraldo

A viúva Chiquinha da Costa , proprietária do Sítio Cumbe, não teve filhos.

A primeira criança nascida no Sítio Cumbe foi ADETE GUIOMAR DA MOTA ( minha mãe).

No ano de 1936, SILVÉRIO MARINHO DA MOTA, comprou 105 braças de terra e se tornou o maior proprietário do Sítio Cumbe, que hoje receb o nome de São Geraldo.

SILVÉRIO MARINHO DA MOTA sonhava com o desenvolvimento desse sítio e lutou para torná-lo município.

Antes de morrer Silvério viu alguns dos seus sonhos realizados, um deles foi o desenvolvimento do Sítio Cumbe, atual distrito de São Geraldo, pois quando ele morreu já havia mercado, escola, cemitério entre outras coisas.

A feira de São Geraldo era aos domingos, e muito visitada por pessoas da redondeza, os seus produtos eram vendidos pra muita gente, inclusive vinham caixeiros viajantes somente para vender seus produtos na feira.

Por Fátima Mota , neta de Silvério Marinho da Mota, fundador do Distrito de São Geraldo.

Retorno - Fátima Mota

Poetisa Fátima Mota ( a casa onde passei minha infância)

Esquadrinhei minha mente e ouvi todos os sons
Nos corredores, imagens, dançavam em câmera lenta,
Em cada canto, um personagem ganhava vida, dominante
No canto uma rede, balançava, ao som de uma canção dolente.
Minha avó, sorrindo, convidava-me apressada :
_Vem, é hora de contar estrelas, as fadas nos esperam!
E todas as crianças, em correria, tomaram seus assentos.
O Era uma vez... palavras mágicas, os corações aceleraram.
A tudo vi e ouvi embaraçada,
Não mais expectadora desse teatro,
O destino brincalhão pregou-me uma peça
Trouxe de volta meus fantasmas do passado.
Bons fantasmas, camaradas, eu diria,
e sem medo escuto-os a gargalhar os meus segredos
de menina e adolescente atrapalhada
que se escondia , escrevendo , em degredo.


Fátima Mota

domingo, 15 de novembro de 2015

Distrito de São Geraldo

Espaço destinado a postagens sobre o Distrito de São Geraldo, localizado no município de Caraúbas/RN.

Origem do Olho'água do Milho


O coronel Antonio da Rocha Pita, no período compreendido entre 1717 e 1722, aproveitando a decadência dos Nogueiras, ocasionada pela seca de 1717 requereu e obteve a data Olho D’água do Milho, o coronel Pita residia na Bahia era rico, e não gostava de Manoel Nogueira, o Fundador de Apodi.

Em antigos documentos, encontramos três supostos donos do Olho D’água do Milho, o Comissionário Antonio Pinto, Manoel Nogueira e Antonio Pita, capitalista e fazendeiro. Dos três apenas residia nessa capitania Manoel Nogueira.

Antonio Pinto era dos três o mais fraco, em conseqüência também de ser o mais pobre, por isso não hesitou em se dirigir ao Coronel Pita, e simulou um arrendamento do Olho D’água do Milho.

O arrendamento foi feito pelo Coronel pita, a Antonio Pinto durante nove anos, num preço de 10 mil contos de rés anuais sujeito a despesas. A fraqueza e falta de recursos para questionar o regularizar a concessão de sua data, o que não resta duvidas é que Antonio Pinto alienou o seu direito, o arrendamento do Olho D’água do Milho foi feito no dia 22 de novembro de 1722, e o Olho D’água do Milho conservou-se calmo até o ano de 1734, o procurador do Coronel Antonio da Rocha Pita nesta operação foi Francisco Soares de Andrade. No ano de 1734 uma nova concessão do Olho D’água do Milho aparece, com a data de 12 de Janeiro, desta vez era o Governador Capitão Mor João de Barros Braga, a quem era concedida a data de Olho D’água do Milho, ao seu Secretario Sargento Mor Dionísio Da Costa Soares, em virtude dessa concessão Antonio Pinto requereu e obteve posse Judiciária, que lhe foi dada pelo Coronel Teodósio Freire Amorim Juiz Ordinário e o escrivão Roberto de Sá Pereira isso em 12 de agosto de 1734.

Eis o Despacho

O escrivão da Fazenda Real, Bento Ferreira Mousinho, na petição do Sargento-Mór Dionísio Costa: ‘’Os sítios ‘’Apanha-Peixe e ‘’ Olho D’água do Milho’’ foram pedidos pelos herdeiros de Antonio da Rocha Pita, e outros muitos, em uma só data ao Sr. Conde Vice-Rei, deste Estado, e dando-se conta a sua Majestade da impropriedade desta graça, por ser concedida por governo incompetente, com excessiva taxa determinada, mandou o dito Sr. A V mcê, o observasse neste particular o disposto nas reais ordens, por cujo motivo pouca ficou dita a data de nenhum vigor, e este sitio Olho D’água se havia já muito anteriormente pedido por Antonio Pinto de Araujo em 5 de abril de 1717 e como não consta que este senhor o povoasse nem se apossasse está prescrita, por exceder muito ao qüinqüênio da lei. Vossa mercê mandará o que foi servido. Cidade, 12 de Janeiro de 1743’’.

O Conflito

‘’ Contra essa matilha de aventureiros, que continuamente investiam sobre a propriedade ‘’ Olho D’água do Milho’’, Antonio Pinto apôs a mais tenaz resistência.

Em 1734, já falecido o Cel. Antonio da Rocha Pita, os seus herdeiros intentaram ação judiciária contra Manoel Nogueira e seus irmãos e sócios João Nogueira e José Nogueira, para provarem o seu direito sobre as setes datas dos Nogueiras. Essa questão foi decidida em favor do Nogueiras contra a sentença do Juiz dos Feitos da Coroa e Casa da Suplicação em favor dos Pitas.

Os herdeiros de Antonio Pita, tento em consideração a prescrição da concessão que tinha sido feita ao seu pai e sogro da data ‘’ Olho D’água do Milho’’, requereram a mesma data que por sua vez também ficou também ficou prescrita conforme informação do escrivão Bento Ferreira Mousinho, visto não terem demarcado dentro do qüinqüênio da lei. Cinco já são os pretendentes a possuir o ‘’ Olho D’água do Milho’’. Temos de apoiar o desfecho deste embrulho. Aliás, complicadíssimo.

Antonio Pinto, descobridor e povoador; Manoel Nogueira, que julgava excluir o "Olho D’água do Milho" nas setes datas que lhe foram concedidas; Cel. Pita,que, além de se considerar possuidor de quase todas as terras dessa capitania, tinha obtido também o concessão do "Olho D’água’", os herdeiros de Antonio Pita e Sargento-mór Dionísio da Costa Soares. Antes de Antonio Pinto entrar no livre gozo de sua de sua propriedade, um outro perturbador aparece. Era o Padre Francisco Barbosa Tinoco.

A concessão do Cel. Pita caiu em comissão (sic); a de seus herdeiros também; a do Sargento-mór Dionísio Costa foi logo por ele abandonada, a de Antonio Pinto, se bem que tivesse caído em comisso, todavia ele continuava na posse das terras. Os herdeiros de Antonio Pita, depois que perderam a questão que tiveram com Manoel Nogueira e aproveitando da morte deste, intentaram ação criminal contra seus irmãos e sócios João Nogueira, José Nogueira e Gaspar de Araujo pela morte que eles praticaram. Todos três foram condenados a morte, sendo seus bens inclusive vários Sitios na Ribeira do Apodi, penhorados para pagamentos de custas, a condenação e penhoras foram em 1740.

O "Olho D’água do Milho" foi também penhorado em 21 de Fevereiro de 1741 e, ao ser posto em praça, foram arrematados por Simão da Fonseca Pinto. Em 1740. Margarida de Freitas, herdeira de Manoel Nogueira mandou tombar suas terras e nessas incluiu o "Apanha –Peixe’". A demarcação desta data partiu da casa forte, ou de Tapéra, e seguiu légua em um rumo e meia légua em outro muito diferente.

Margarida de Freitas, assim procedendo, visava cair dentro das datas terras de ‘’ Sabe-Muito’’ e ‘’ Olho D’água do Milho’’ que ainda não estavam tombadas. Efetivamente assim sucederia se Antonio Pinto não protestasse o que fez com que o piloto recuasse e se inteirasse com terras adiantes.

O juiz que presidia a demarcação era Dr. Teotônio Fernandes e o escrivão que serviu foi Bento Fernandes Mousinho. Diz Antonio Carlos que esta demarcação, bem como todas as demais a que procedeu.

Caso ele tivesse sido nula, o processo estaria no arquivo do Tribunal que anulou com respectivo acordão.

Fonte:
Cristiano Gurgel

sábado, 3 de outubro de 2015

Um caraubense no comando do Governo do Estado


FRANCISCO GURGEL DE OLIVEIRA, também conhecido como "Coronel Gurgel", nasceu em Caraúbas no dia 07 de setembro de 1848, era filho do Tenente-Coronel da Guarda Nacional, Antônio Francisco de Oliveira, e de Quitéria Ferreira de São Luís. Gurgel Foi Presidente da Intendência Municipal de Mossoró(atual cargo de Prefeito Municipal) no quatriênio 1877-1880. Foi  Deputado Federal pelo RN,  representando  a cidade de Caraúbas e seu Estado, na Câmara dos Deputados Federais no Brasil, no ano de 1894, e reeleito para o período de 1897-1899. 

Foi também  Comandante da Guarda Nacional da cidade de Mossoró, por ato de nomeação do Imperador, Esse ilustre caraubense foi também por um curto espaço de tempo, Governador do Estado do Rio Grande do Norte no período de 06 de agosto de 1891 a 09 de setembro de 1891. Portanto o município de Caraúbas também teve um "filho da terra" no comando do Executivo Estadual do RN.
Francisco Gurgel, faleceu em Mossoró, a 07 de janeiro de 1910. 

Fonte de consulta: Vide in live Legislativo e Executivo de Mossoró - Uma viagem mais que centenária - Raimundo Soares de Brito. Coleção Mossoroense, Vol. CCLXXXVII, 1985.

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